O Colecionador de Rockwell é vendida em leilão por quase Um Milhão de dólares

Para quem ama a tradicional pintura realista americana, Norman Rockwell é, por excelência, o pintor do século XX, considerado entre os seus admiradores como um dos maiores comunicadores visuais ao longo das últimas décadas. Ganhou fama e notoriedade por haver criado mais de 800 capas de revistas, principalmente para o “The Saturday Evening Post”. Nos leilões de arte americana, suas obras estão entre as mais bem cotadas, disputadas em hastas de prestigiosas casas como a Sotheby’s e Christie’s, como aconteceu em Maio desse ano, onde diversas telas do artista foram disputadas entre os que se encontravam no salão da Christie’s e os que faziam suas ofertas por telefone. Entre as obras, a tela "O Colecionador", um sóbrio retrato do cotidiano de um apaixonado pela numismática.

Em 1970, a “Franklin Mint”, uma empresa privada fundada em 1964, ativa na produção de medalhas, moedas de coleção, lingotes de ouro e prata e diversos ítens relacionados ao colecionismo, encomendou a Rockwell (na foto ao lado) uma série de obras para promover a empresa. O projeto inicial consistia na criação de desenhos que seriam motivo para a a confecção de moedas e medalhas. Entre os 80 desenhos que Rockwell executou sob comissão para a Franklin Mint, destacava-se uma pintura a óleo, datada 1971, assinada pelo artista, com o título “The Collector” (o colecionador), que foi a leilão (hasta número 2851, lote nr. 29) na Christie’s de New York, em maio desse ano (2014). A tela de dimensões 30 x 48 cm, estimada entre US$ 700.000,00 e US$ 1.000.000,00, deixou o acervo da  Franklin Mint, com o martelo marcando o preço de venda de US$ 965.000,00.


A tela retrata um rico cavalheiro, endossando um elegante robe de chambre, admirando as moedas e medalhas de seu acervo, sob os olhares argutos do cão e do homem de pé às suas costas, provavelmente seu filho. Sobre a mesa de seu estúdio privado, tendo uma belíssima estante ao fundo, veêm-se os classificadores em couro, onde estão acondicionadas as moedas, uma taça de chá, um cachimbo e um porta-tabaco. A atmosfera sugere sobriedade, cultura e nobreza, além de nos transmitir a certeza de que o hábito de colecionar moedas é herança de família que certamente será passada ao filho que, segurando uma lupa na mão direita, observa com atenção e zelo às observações do pai, provavelmente um auto-retrato do artista, haja vista a semelhança.